segunda-feira, 4 de agosto de 2008

RS gasta R$4.500 com cada detento da Fase

Li na edição do jornal Zero Hora de hoje que o Rio Grande do Sul gasta R$4.500 com cada detento da Fase, extinta Febem. A despesa é alarmante, porém, se voltarmos nossa atenção para o valor que o mesmo Estado investe na educação de cada estudante, facilmente chegaremos a um denominador comum: aquele que ter por objetivo economizar na prevenção do crime fatalmente gastará importância muito superior com a remediação do mesmo. Esta é uma lei universal e irrefutável.
As coisas me parecem tão simples e tão óbvias. A mim parece fácil marcar o nome na história de um Estado ou Nação sendo governante. Sei lá, mas com decisões esdrúxulas como esta, de preferir investir na redenção de apenados em detrimento da qualificação educacional da juventude retilínea, chego a pensar que não é do interesse de nossos governantes lutar pelo estabelecimento do fim das desigualdades sociais.
Mas, chega de divagações. Tenho que voltar ao trabalho!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cesta básica de Porto Alegre é a terceira mais cara do país


Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos (Dieese) em 16 Capitais brasileiras revelou que o valor de compra da cesta básica, em Porto Alegre, sofreu uma alta de 5,09 pontos percentuais com relação ao mês de junho. Devido a este acréscimo, a Capital dos gaúchos ocupa hoje a terceira posição no ranking das Capitais com custo de vida mais caro do país, sendo somente suplantada, pela ordem, por Curitiba (alta de 5,45%) e Salvador (alta de 7,35%).

O Dieese ainda apontou que a elevação no preço dos alimentos de primeira necessidade foi constatada em 14 dos 16 centros urbanos escolhidos para a pesquisa. Somente nas Capitais dos estados de Goiás e Pernambuco o Instituto verificou queda no custo do produto em comparação com o mês de junho, de 3,55% e 1,74% respectivamente.

Comentário: É com muito pesar que constato uma postura hipócrita, demagoga, do governante supremo de minha pátria, mas esta é a dura realidade. Luiz Inácio Lula da Silva, o "popular Lula", o "presidente do povo" é, para deixar bem barato, um piadista. Senão, vejamos: você nunca o viu na televisão, à noite, durante a transmissão do Jornal Nacional, vociferar que o pobre deste país nunca comeu tanto e tão bem quanto no governo dele? Eu já, e muitas e incansáveis vezes tive o infortúnio de ouvir e, de acreditar, inclusive. Porém, fico a me questionar como que o pobre vai comer tão maravilhosamente bem com este salário mínimo miserável? Com esta inflação incontrolável, então, nem se fala! Pela incompetência e despreparo administrativo do torneiro mecânico mais próspero da galáxia, as ações caem vertiginosamente e o preço dos alimentos não param de subir, num contra-senso impiedoso que flagela todos. Eu, sinceramente, espero que alguma coisa mude com urgência, pois neste ritmo, a palavra 'viver' vai se tornar uma utopia para a população. Sim, porque com este salário mínimo miserável, com a comida cara do jeito que está, com o cacetinho - vejam só que ironia, o 'alimento do pobre' - ao custo de R$0,30 a unidade, com o transporte caríssimo, 'viver' está se tornando impossível! O máximo que podemos fazer, do jeito que as coisas estão é sobreviver, o que convenhamos é bem diferente de viver...

Não tem preço!


*Sátira auferida do Blog da Marluci - http://marlucistein.blogspot.com

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Piedade Colorada, por Wianey Carlet


O Inter é um time piedoso, se compadece dos fracos e como um Robin Hood de chuteiras distribui pontos entre os pobres que agonizam na zona de rebaixamento. Já havia perdido para o lanterna, hoje foi derrotado pelo vice-lanterna e no próximo fim de semana poderá reabilitar o Fluminense, outro pobrezinho que, qual alma penada, chafurda no charco dos maiores perdedores do campeonato. Acreditem, o Inter conseguiu perder para um time que tem um jogador chamado Adoniran. Perdeu o jogo, o trem das onze e nem as chegadas de D´Alessandro e Daniel Carvalho serão suficientes para reanimar a torcida. Os garotos Guto e Walter não suportaram a responsabilidade de salvar um time descaracterizado e incompetente em várias posições. Marcão, no segundo tempo, foi substituído com cinco jogos de atraso. Magrão ficou no banco de reservas e o time não melhorou. Para completar a desventurada jornada colorada, o gol do Santos nasceu de uma falha clamorosa do bom zagueiro Danny Morais. Bem, em um jogo horroroso, só de falha poderia sair um gol.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Carrossel, Rolo ou SeleInter?


É louvável o esforço empreendido pelos dirigentes do Inter para levar o Clube à disputa da Copa Libertadores da América no ano de seu centenário. Primeiro estes trataram de livrar o time de jogadores que, após ganharem o maior título que um boleiro pode conquistar em sua carreira, não tinham mais nenhuma ambição, casos de Iarley e Fernandão. Após trataram de vitaminar o elenco, contratando atletas de qualidade indiscutível, casos de Rosinei, Gustavo Nery, D’Alessandro e Daniel Carvalho. Some a estes os atletas de qualidade que já compunham o grupo colorado, como os garotos da base Tyson, Walter e Guto; o artilheiro do Campeonato Gaúcho, Alex; os zagueiros Índio e Sorondo; os volantes bons de bola, Magrão e Guiñazu; e o velocíssimo Nilmar, e chegarás à conclusão de que o presidente Vitório Piffero e companhia limitada montaram uma seleção capaz de orgulhar e surpreender o torcedor mais exigente.

Alguém poderá argumentar, no entanto, que investir altas somas em dinheiro na contratação de jogadores não é garantia de títulos. O.k, isso é óbvio! Contudo, prefiro que os representantes do meu colorado pequem por excesso do que por omissão. Se esses atletas vão corresponder às expectativas dos dirigentes e do torcedor colorado é outro papo, pois a vida é uma aventura que não dá garantias de nada. Todavia, a premissa básica do sucesso é a ousadia. É preciso arriscar, jogar alto, se preparar para a glória. E isso a direção colorada tem feito, diga-se de passagem, com muitos méritos.

Daniel Carvalho chegou pela madrugada e foi recebido com muita festa por cerca de 100 colorados que eufóricos entoaram o cântico:

- Ôôôôôô, Daniel voltou, Daniel voltou, Daniel voltooouu!!!

Quanto ao argentino, maior transação do futebol brasileiro na temporada, a perspectiva é que seja apresentado até a manhã de sexta-feira. Depois de tantas contratações de peso, sugiro aos dirigentes do Internacional que virem Hippies caso nada dê certo neste ano. Dirigentes, vocês estão de parabéns! Te liga, hein, Tite...olha a responsa!!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Os Três Conselhos


Conta-se que um casal de jovens era muito pobre, que passavam por inúmeras e incontáveis dificuldades e viviam de favores em um sítio no interior.

Um dia o marido, cansado daquela vida miserável, voltou-se para a esposa com a seguinte proposta:

"Meu amor, eu vou sair de casa, viajarei para bem longe. Vou arrumar um emprego e trabalhar até ter condições de voltar e lhe proporcionar uma vida mais digna e confortável, aquela que sinto em meu coração que você merece. Não sei quanto tempo ficarei ausente, mas lhe peço que me espere e que a mim sejas fiel, pois tenhas a certeza de que eu serei sempre fiel a você".

Assim, o jovem saiu de casa. Pela dificuldade não só do local, mas também pelas condições financeiras, teve de caminhar muitos e muitos dias a pé. Durante sua peregrinação, parava em todas as terras produtivas para oferecer os seus serviços. Até que um dia, depois de muito caminhar e de muitas noites ao relento, encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo nos diversos trabalhos diários de sua fazenda. O jovem então repetiu o procedimento que adotara desde o prelúdio de sua viagem: foi até o fazendeiro, apresentou-se e ofereceu-se para trabalhar. E desta vez ele foi aceito. Questionou o patrão então se podia propor um pacto entre os dois, o que este de pronto concordou.

O pacto seria o seguinte:

"Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. Não quero receber meu salário enquanto aqui estiver trabalhando. Peço que o senhor o guarde ou que o coloque em uma caderneta de poupança até que chegue o dia de eu ir embora. No dia que eu sair o senhor me entrega o dinheiro que ganhei e, eu seguirei o meu caminho".

Naquele mesmo instante o patrão concordou com o pedido daquele jovem. Tudo combinado, aquele jovem trabalhou muito, sem férias e sem descanso. Vinte anos se passaram, então tomou a decisão de voltar para a sua casa. Foi até seu patrão e lhe disse:

"Patrão, quero meu dinheiro, pois estou voltando para minha casa e esposa".

O patrão então lhe disse:

"Tudo bem, nós fizemos um pacto e eu vou cumprir. Só que antes gostaria de lhe oferecer uma outra proposta".

Curioso, ele pergunta que proposta seria. Ao que o patrão lhe respondeu:

"Lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora, ou lhe dou três conselhos e, não lhe dou o dinheiro, e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro não lhe dou os conselhos e, se eu lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense, e depois me diga o que decidiu".

O rapaz então foi para os seus aposentos e lá permaneceu por dois dias pensando. Depois procurou o patrão para lhe falar de sua decisão.

"Eu quero os conselhos".

"Se eu lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro", voltou a frisar o patrão.

"Quero os conselhos", disse, de maneira decidida.

O patrão então lhe deu os três conselhos:

"Nunca tome atalhos. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida";

"Nunca seja curioso para aquilo que é mal, porque a curiosidade para o mal pode ser mortal";

"Nunca tome decisões em momentos de ódio e dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais".

Após dar os três conselhos, o patrão deu ao rapaz - que já não era mais tão jovem assim - um saco com três pães dentro:

"Aqui dentro há três pães. Dois são para você comer durante a viagem e, o terceiro é para você comer com a sua esposa quando chegar no seu lar".

O rapaz então tomou o saco em suas mãos, se despediu do patrão, e tomou o caminho de volta para a sua casa, depois de 20 anos distante da mulher que tanto amava. Andou durante o primeiro dia e encontrou outro viajante que o cumprimentou e perguntou:

"Para onde está indo?"

"Vou para um lugar muito distante, que fica a mais de 20 dias de caminhada por esta estrada".

"Rapaz, esse caminho é muito longo. Conheço um atalho que é dez vezes menor, pelo qual poderás chegar no seu destino na metade do tempo."

O rapaz ficou contente e aceitou a sugestão do viajante. Estava seguindo pelo atalho quando a lembrança do primeiro conselho de seu patrão lhe veio à memória. Então decidiu voltar e tomar a estrada que estava anteriormente.

Dias depois, soube que aquele caminho levava a uma emboscada!

Passados mais alguns dias de viagem, encontrou uma pensão na beira da estrada onde pode hospedar-se para descansar um pouco. Pela madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor e muito barulho. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para sair...Quando lembrou do segundo conselho e decidiu então voltar para o leito e continuar a dormir.

Ao amanhecer, após tomar café, o proprietário da hospedagem questionou se ele não havia ouvido um grito à noite, e ele respondeu que sim.

"Então por que não foi ver o que era? Não ficaste curioso?", indagou o dono estalagem ao rapaz que de imediato disse que "não".

"Você é o único que sai vivo daqui. Um louco grita durante à noite e quando os hóspedes deixam suas acomodações para ver o que é, ele os mata."

O rapaz então se despediu do homem e novamente tomou o seu caminho. Passados mais alguns dias e noites de caminhada, já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça da sua casinha. Se aproximou mais um pouco e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua mulher. O dia estava escurecendo, mas ele pode ver que sua esposa não estava só. Aproximou-se ainda e mais e viu que ela tinha entre as pernas um homem a quem estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e então decidiu correr até os dois e matá-los sem dó nem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando se lembrou do terceiro e último conselho. Então parou, refletiu, e decidiu passar aquela noite ali mesmo do lado de fora da casa para só no dia seguinte tomar uma decisão.

Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele decidiu e consigo mesmo pensou: - "Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes vou dizer a minha esposa que me mantive fiel a ela, como havia prometido". Dirigiu-se então à porta e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Com lágrimas nos olhos então ele disse: "Eu fui fiel e você me traiu!"

Ela espantada responde: "Como? Eu nunca te traí, o esperei por todos esses anos."

Ele então lhe indagou: "E quanto aquele homem que você estava acariciando, ontem, ao entardecer?"

Ao que ela respondeu: "Aquele homem é nosso filho. Logo que tu foste embora descobri que estava grávida. Hoje ele está com 20 anos de idade."

Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e, emocionado, contou-lhes toda a sua história. Tudo pelo que havia passado durante todo aquele tempo enquanto a esposa preparava o café. Sentaram-se para tomá-lo e, juntos, comer o último pão que o patrão o havia dado. Após a oração de agradecimento a Deus, com lágrimas de emoção ele parte o pão e, ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus 20 anos de dedicação.


Muitas vezes achamos que o atalho nos poupa tempo e até mesmo algumas etapas na vida e nos faz chegar mais rápido ao nosso destino, o que nem sempre é verdade.
Sempre que quisermos andar por caminhos mais curtos e mais fáceis em nossas vidas, teremos grandes prejuízos. Normalmente quanto queremos encurtar nossos caminhos passamos por muitas dores e tribulações.

E quase sempre somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e arrumamos confusão. Devemos ter em mente que a curiosidade nada de bom nos acrescentará... a não ser problemas para nossas vidas!

Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois... Mas, se seguirmos o que diz a Palavra de Deus, podemos até nos irar, mas não iremos cometer pecados."Irai-vos, e não pequeis". (Efésios 4:26).

domingo, 27 de julho de 2008

Definição de Paixão, por Voltaire.
"As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas." (Voltaire)