segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O ônus do conhecimento



Ah, que saudade que tenho do Arthur que eu era antes de ingressar na faculdade. Mais limitado intelectualmente, mas em contrapartida mais dedicado a família e ao desenvolvimento do espírito. Não havia horizonte profissional para vislumbrar, mas havia pureza, fé em Deus e muita confiança de que tudo iria dar certo no final. Eu visitava minha irmã com frequência e a presença da cerveja era algo que poderia complementar um encontro com os amigos, mas nunca foi uma uma condição sine qua non, velada, para nos reunirmos. Eu dirigia o carro para minha mãe, cortava a grama e capinava o pátio. Enfim, eu era um bom irmão, um bom filho e, por dois anos, fui sim um pai exemplar!

Durante as eleições eu empunhava a bandeira de meus candidatos com orgulho e confiava nos ideiais de meu partido. Aliás, eu confiava nas pessoas, assim como acreditava que ninguém poderia ser contra um salário mínimo digno e ao estabelecimento de um mínimo de igualdade social. Eu chorava quando meu time perdia e sofria com as frequentes flautas dos “alegrinhos”, que não paravam de levantar taças e mais taças.

Eu era ouvinte assíduo do Sala de Redação e sonhava com o dia em que me tornaria integrante daquele programa que achava tão legal. Eles debatiam sobre a dupla Gre-Nal e também sobre assuntos que estivessem dominando o noticiário no momento, como o temporal que devastou a região serrana do Rio de Janeiro. Tudo isso mesclado com brincadeiras, brigas de irmão e muitas gargalhadas. O Sala era o emprego dos meus sonhos e influenciou muito em minha decisão de cursar jornalismo. Também era fã de carteirinha das colunas do Sant’Anna e lembro que as lia com o dicionário em mãos, sempre a procura de novas palavras para acrescentar ao meu vocabulário. Eu o achava genial e ambicionava ser tão bom quanto ele.

Outro dia eu continuo...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Acapulco me espera - Zas, zas e zas!


Tudo bem que Capão da Canoa fica a só 130 km de Porto Alegre e que é apenas mais uma entre as tantas praias meia-bocas do litoral gaúcho. Mas para este reles estagiário de jornalismo, financeiramente estagnado e acostumado a passar as viradas de ano em Ciaids (também conhecida como Cidroga ou Cidreira mesmo) está mais do que bom. Se o mar não é dos mais limpos, deixando a desejar na comparação com as praias de Santa, nos quesitos lazer e beleza das veranistas a cidade não fica devendo um vintém.

É por isso tudo e mais um pouco que estou ansioso por essa viagem. Ansioso por calçar chinelos, sentar numa cadeira preguiçosa, esticar as pernas, curtir um som pegado, um papo descolado, uma caipira hardcore. Vontade de curtir a natureza, os amigos e as obras que Deus desenhou enquanto estava namorando. Depois de um 2010 corrido e estafante, tudo o que eu mais quero e preciso é de um pouco de tudo isso. Um pouquinho só, já que Deus condena os excessos, hehe!!

Esperança é fundamental


A esperança é o combustível que faz com que me levante da cama todos os dias. O alimento me concede a energia necessária para a luta diária, mas é a esperança de realizar meus sonhos que faz com que não esmoreça diante das dificuldades. Em 26 anos de vida já perdi as contas de quantas vezes beijei a lona, nocauteado que fui pelos mais diversos reveses da vida. Mas a esperança de terminar a guerra como vencedor sempre fez com que superasse as batalhas perdidas, lambendo minhas feridas e partindo novamente para o combate. Afinal, a história mostra que não existem fortalezas intransponíveis, tampouco homens imbatíveis. Se assim fosse Tróia não teria sido tomada pelos gregos e Aquiles, o melhor guerreiro daquela época, não teria sucumbido por uma flechada no calcanhar.

É fato que ninguém gosta de perder, nem mesmo em um simples par ou ímpar ou numa partida de futebol de botão. O fundamental, no entanto, é não permitir que o abatimento tome conta, de tal modo que impeça a emersão da esperança e o ensinamento que vem implícito em cada insucesso.

Neste ano contabilizei fracassos que me renderam muita tristeza e inúmeros questionamentos. Foram meses a fio em que encarei a rotina acadêmica e profissional descontado por noites mal dormidas, originadas por um furação Katrina que abalou meus alicerces de sustentação. Foi um período bastante turbulento, do qual temi não conseguir reunir forças para reagir. Mas o importante é que eu consegui! E hoje, graças a Deus, sinto-me livre e ainda mais preparado para capitanear minha vida e lutar por meus sonhos e objetivos.

Claro que também acumulei conquistas que de algum modo serviram de lenitivo para a crise e que me afagaram o ego, o que sempre é bom. Mas o que mais me orgulha é olhar para trás e ver que continuei na ativa, em pé e caminhando para a frente, mesmo que claudicante em boa parte deste ano que se encaminha para o fim.

Tudo isso fruto da esperança. Como disse no começo deste texto, a esperança é o combustível que me põe em movimento. Luto por mim, mas principalmente por aqueles que me querem bem e que em mim apostam. Não sei se vou conseguir realizar todos os meus sonhos e atingir todas as minhas metas, mas enquanto a chama da esperança se mantiver acesa dentro de mim eu nunca deixarei de lutar.

2011 será o ano de minha formatura em jornalismo, o que me deixa bastante apreensivo com relação ao meu futuro profissional. As responsabilidades vão aumentar, bem como as exigências sobre o meu desempenho. Mas eu tenho fé. E uma inesgotável fonte de esperança dentro de mim. Há de dar tudo certo!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Divagações infundadas sobre a vida

Acredito que há momentos na vida de todo o homem em que ele se pega pensando sobre o verdadeiro sentido da vida. Depois de muito tempo, me encontro atravessando, de novo, esse estado reflexivo. É preciso dizer que a contra gosto, porque não há nada no mundo que me deixe mais angustiado que navegar por essas águas turvas do inconsciente. Simplesmente porque nunca consegui chegar lá, nesta fonte inesgotável de respostas para os mistérios da vida, também chamada de Eu Superior. Me debato em pensamentos de toda a ordem, chego até a pensar que estou a ponto de enlouquecer.

Aliás, por falar em loucura, quem pode garantir que a insanidade daqueles irmãoszinhos internados nos manicômios não foi provocada por uma viagem mal sucedida ao inconsciente, pela busca incessante de respostas para as suas dores?

Sim, porque quando decidimos viajar rumo ao inconsciente, devemos estar cientes do risco de se perder no meio do caminho. Como ocorreu comigo agora e como suspeito que tenha ocorrido com aqueles que foram vencidos pelo estresse mental e ficaram loucos. Em situações assim, de profunda angústia, sinto muita necessidade de dividir com amigos o que estou sentindo, bem como explanar as inúmeras hipóteses de resposta que formulo para as minhas próprias dúvidas. No final o resultado é sempre decepção, porque as dúvidas nunca são dirimidas. É claro, estou perdido...

Mas só o fato de falar, de dividir, já ajuda um monte. A merda é que tudo na vida tem um limite, inclusive os ouvidos daqueles que mais prezam tua companhia. Eles não falam que não agüentam mais, mas quem disse que são necessárias palavras para se comunicar? Um simples olhar muitas vezes diz mais que mil palavras.
Por isso, quando percebo que passei da conta, que extrapolei o meu limite, lanço mão da escrita. Sinceramente não me preocupo se alguém vai ler, se vai comentar, etc. Até porque não passam de devaneios o que estou escrevendo, mas me faz bem. Desde pequeno que aprecio a escrita, que para mim é um valiosíssimo refúgio. Enquanto me dedico a ela me desconecto das dores da alma.

Qual o sentido da minha vida? Por que fui mandado para cá? Tenho consciência de que, se aqui estou, é para progredir na escala da evolução. Mas precisavam me dar uma cruz tão pesada assim? Temo não conseguir carregá-la por muito tempo.

No convés de meu navio aguardo o mar revolto se acalmar e as nuvens negras se afastarem. Ainda não decidi se sigo tentando chegar ao inconsciente, e assumo os riscos por isso; ou se regresso em segurança, mas frustrado por mais uma tentativa fracassada de encontrar respostas. Como diria Zeca Pagodinho, o negócio é deixar a vida decidir...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mercado de trabalho para webjornalistas é tema de coletiva no IPA

Agilidade, curiosidade, polivalência e capacidade de produzir um texto atraente, convidativo à leitura. Segundo os jornalistas Márcio Gomes, diretor de conteúdo do portal Correio do Povo, e André Roca, editor de Esportes do clicRBS, essas são as características que as redações de webjornalismo procuram quando têm de contratar um novo repórter. O perfil profissional foi comunicado por eles a uma turma de estudantes do 7° semestre de jornalismo, do IPA, durante coletiva concedida nesta segunda-feira, 17, sobre webjornalismo e mercado de trabalho para webjornalistas. O evento ocorreu em uma sala de aula, no segundo piso do prédio B da instituição.

De todas as características apresentadas acima, nenhuma delas é tão importante quanto a produção textual. A garantia é de André Roca, que aproveitou para aconselhar os estudantes a fazer da universidade um laboratório para a correção de pontos fracos: “O fundamental mesmo é ter um bom texto. Um texto objetivo, sem erros de português e acentuação, e principalmente, sem opinião”.

Outra característica analisada para ingresso na área, segundo Márcio Gomes, é se o profissional sabe identificar e disponibilizar a informação principal no topo da matéria. “As pessoas têm muita dificuldade em identificar o que é informação, o que é realmente relevante, importante. É preciso ter o feeling da notícia, para evitar o nariz de cera”, alertou.

Roca também tratou de advertir os estudantes com relação aos ônus do ofício: “É uma profissão que exige muito equilíbrio emocional e doação pessoal. Não há horário de entrada e saída e a pressão é constante, já que a notícia não pode esperar”.

Para Gomes, a principal diferença do webjornalismo para as outras mídias está na possibilidade que o repórter tem de pensar as pautas a partir dos recursos existentes, como áudio e vídeo. Ele também admitiu que o objetivo do portal Correio do Povo, inaugurado em outubro do ano passado, é competir com o clicRBS. Sobre a polêmica queda do diploma para o exercício da profissão, ambos garantiram que, tanto no Correio do Povo como no ClicRBS, tudo continua como era antes.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Webjornalismo é tema de entrevista no IPA

Webjornalismo e mercado de trabalho para webjornalistas é o tema da coletiva que os jornalistas Márcio Gomes, diretor de conteúdo do portal Correio do Povo, e André Roca, editor de Esportes do portal clicRBS, concederão à imprensa a partir das 19h30 desta segunda-feira. Dentro de instantes você acompanha por aqui, em tempo real, todos os desdobramentos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cirque de Soleil cancela turnê e convoca coletiva

Esclarecer os motivos do cancelamento da turnê do Cirque de Soleil em Porto Alegre. É com este objetivo que o diretor executivo do circo vai dar uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, 10, a partir das 20h, na tenda vip do BarraShoppingSul. Especula-se que o motivo do cancelamento da turnê seja a queda de um acrobata na noite de ontem. Acompanhe, por aqui, a cobertura minuto a minuto da entrevista com John Mayer.